segunda-feira, 10 de maio de 2010

A ESPERA


Aqui onde o exílio
dói como agulhas fundas,
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas.
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da
garganta
e no silêncio desapareça.

Eugénio de Andrade

2 comentários:

Mila disse...

Linda poesia Sél...
A espera angustia a alma e dói...
Bjs
Mila

REGGINA MOON disse...

Sél,

Grata por sua visita e fico ainda mai feliz em poder conhecer um espaço tão lindo como o seu...tudo perfeito, bem cuidado e com belíssimas poesias...extremo bom gosto e escolhas apuradas que só fazem exaltar a poesia, que tanto amamos!!

Um beijo e tenha um ótimo dia!!

Reggina Moon

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