quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ASSOMBROS



Às vezes, pequenos grandes terremotos
ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos.

Entre a aorta e a omoplata rolam
alquebrados sentimentos.

Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.

Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
em permanente assombro.


Affonso Romano de Sant’Anna

8 comentários:

Nina disse...

Lindo!

bjos

Nina

Baby disse...

Que poema maravilhoso!
Hoje, neste momento,veste-me por inteiro...
Amei cada palavra, cada sentimento, cada esmagamento, cada assombro.
Gostaria que o poeta soubesse o quanto me tocou.
Um beijo agradecido para ti, que o partilhaste comigo.
Vim buscar os "meus selinhos", que terei todo o prazer em colocar na meu espaço, ficará mais rico com certeza!

Mila disse...

Adoro poesias assim, descrevem o interior, a alma...
Bjs Sél
Mila

Baby disse...

Oi amiga, os teus selinhos já lá estão expostos para que todos saibam da tua gentileza.
Beijos.

Míriam disse...

Oi, Amiga!
Lindo poema!
Criei um blog de presentes e no "Sonhos" tem o selinho da inauguração. Eu o ofereço a você e a convido a ir conhecê-lo.
Beijos carinhosos! ^.~

Socorro disse...

Em mim, só há decepções!

Amiga, obrigada pelo selo, já peguei.
Em troca, te dou o meu carinho e apoio!

Beijos.

Baby disse...

"Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
em permanente assombro."

A vida é um permanente assombro.

Beijos, minha linda Sel.

Míriam disse...

Oi, Sél:
O seu selinho ficou maravilhoso!!! Já te falei que amo esse artista da sua imagem. Postei seu selinho no "Sonhos", em Links dos meus sonhos e vou postar nos "Presentes" também.
Beijos, Amiga! ^.~