quinta-feira, 27 de outubro de 2011

DILÚVIO

Foi quando pus meus olhos chuvosos
Sobre o mar em tempestade
E provei-lhe o sal amargo
Que percebi
Quão extenso e profundo seria
O mar das minhas dores
O pranto que tenho chorado
Talvez fosse de uma imensidão maior
Que toda essa convulsão de águas bravias

Mas foi, enfim
Quando chegou a calmaria
Nas cores do azul do dia
Que aprendi a paz
Que a tormenta adormecia
Atrás do tranco dos soluços,
Atravessada à ondas tardias

Até mesmo aos condenados
Dá-se um último desejo
Desejo eu
Que o silêncio que ora me invade
Nesse imenso mar de mim
Seja da paz, mensageiro
Cessando a tormenta, enfim.


Célia Sena

Um comentário:

Miriam de Sales Oliveira disse...

Sél,esse teu blog só trás coisas boas. Mil bjks